História de Milton Bigucci

Milton Bigucci nasceu no dia 19 de dezembro de 1941, em uma casa alugada na  Rua  das Municipalidades,  na  Vila  Carioca – Ipiranga – capital paulista. O bairro era humilde e lá também viviam os avós paternos de Bigucci.

Nesta época, o mundo passava por uma grande agitação. Em 7 de dezembro de 1941, os japoneses atacaram Pearl Harbor, no Havaí, mais de 2.000 americanos morreram e vários navios foram afundados. A 2ª Guerra Mundial foi declarada por Hitler no dia 11 de dezembro de 1941.

Bigucci foi batizado no Ipiranga, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, que ficava na rua 1.822, número 875  (igreja  velha), atualmente está na Rua Labatut, 781, também na Vila Carioca. Em dezembro de 1943, a família se mudou para outra casa alugada, na Rua Tabajaras, na Mooca, onde nasceu, no mesmo ano, a sua única irmã, Célia.

O pai de Bigucci era carpinteiro em uma empresa alemã chamada Bremensis, onde montava e desmontava caixas de madeira para embalar máquinas industriais.

A terceira mudança de Bigucci foi em 1946, para uma pequena casa própria, que o pai dele estava construindo na periferia da cidade, localizada na rua Guaperoba, 29, no Alto do Ipiranga.

Em 1949, Milton Bigucci fez o curso primário no Grupo Escolar Alcântara Machado, no Alto do Ipiranga, em São Paulo. Por causa de dificuldades financeiras, ele começou a trabalhar muito cedo.

Aos 9 anos de idade, Milton Bigucci começou a trabalhar como auxiliar de limpeza e office-boy em uma clínica odontológica. Ao final do primeiro mês de trabalho, a dentista mudou de endereço sem pagar o aluguel e o primeiro salário de Bigucci. Após essa experiência, ele passou a entregar as gravatas que sua mãe costurava para uma loja no Parque Dom Pedro, em São Paulo. Com 11 anos, começou a trabalhar como aprendiz de balconista na Casa Freire, uma loja de ferragens e materiais de construção, no bairro do Sacomã.

Quando tinha 14 anos, Bigucci iniciou um trabalho como arquivista e auxiliar de Departamento Pessoal, na Linhas Corrente (uma fábrica de linhas de costura), localizada no Ipiranga.

Com 18 anos, foi trabalhar na Indústria de Molas C. Fabrini, localizada no quilômetro 12 da via Anchieta, em São Bernardo do Campo. Nesta época, Milton Bigucci também fez um curso técnico de Contabilidade na Escola Técnica Comercial Modelo, que tinha duração de três anos. No último ano do curso, ele e alguns colegas foram procurados pelos diretores da construtora Itapuã Comércio e Construções Ltda. Eles procuravam um jovem para trabalhar como contador na empresa. Apenas Bigucci se apresentou no dia seguinte e foi aprovado para trabalhar na área de contabilidade da construtora.

Em 1962, Bigucci continuou estudando e formou-se professor de Contabilidade na Faculdade Mackenzie. Ele ingressou no cursinho pré-vestibular para direito no Cursinho Castelões, no centro da capital paulista, em 1963 e neste ano, prestou vestibular para a Faculdade de Direito do Largo São Francisco da USP (Universidade de São Paulo). Neste período, Bigucci foi trabalhar na Mercedes Benz, onde exerceu os cargos de Auditor júnior, Sênior e, posteriormente, assistente do diretor financeiro.

Milton Bigucci ingressou na Faculdade de Direito da USP em 1964. Ele foi aprovado entre os 50 colocados. Após quatro anos, aceitou o convite para trabalhar novamente na Itapuã para atuar como diretor Administrativo e Financeiro da construtora. Em 1968, ele se formou em direito.

No dia 3 de maio de 1969, Milton Bigucci casou-se com Sueli Pioli Bigucci, com quem teve quatro filhos: Roberta, Junior, Marcos e Marcelo, que já lhe deram onze netos até o momento.

Em 1983, ainda trabalhando na Itapuã, Bigucci fundou a empresa MBigucci. Apenas em 1985, ele decidiu sair da Itapuã para dedicar-se exclusivamente à sua empresa, quando a mesma começou a produzir habitações. Hoje a MBigucci é uma das maiores construtoras do Grande ABC, construindo apartamentos em São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo, além de diversas outras cidades e locais.

Embora tenha dividido, em algumas épocas, parte de seu tempo com outros negócios como o posto de combustíveis, quadras de futebol society e gado, Milton Bigucci sempre deixou claro que o seu foco, há mais de 50 anos, é a construção civil.

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